quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MUITO TEMPO



A falta da escrita nos trás algo que não vem.
A falta da escrita nos transforma sem forma.
A falta da forma nos deixa sem tempo.
Engordei as ideias sem tê-las onde rasurar.
Me tornei um tempo parado.
Um relógio quebrado, bom demais para ser verdade.
Verdade sem tempo de ser verdade.
Fiquei muito tempo sem escrever as palavras que já não encontro.
Fiquei muito tempo sem postar as frases que já não escrevo.
Fiquei muito tempo sem saber as razões que já não tenho.
Fiquei muito tempo sem imaginar o inimaginável.
Fiquei muito tempo sem enxergar a visão...
Fiquei muito tempo sem colocar as coisas no lugar.
Fiquei muito tempo sem saber o que já sabia.
Fiquei muito tempo sem tempo.
Fiquei...Simplesmente fiquei sem ficar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O CRIADO...MUDO



Em busca de evolução deitou nos ventos...
A morbidez já o atacava...
A vida era perdida em suspiros de esperança...
A surdez o deixou cego de conhecimentos...
Sem palavras já não via mais.
Em um criado mudo encontrou a conversa...
O Poeta acordou sua caneta;
Sem procurar tinta no tinteiro, ele escreveu linhas transparentes...
Que de tão transparentes,transpiravam o amor...
O amor a arte, o amor a vida, o amor a escrita...
Este momento gol do poeta, o transformou em um artilheiro...
Em cada jogada encontrava um verso...
Em cada linha saia uma poesia...
Em cada estrofe...Uma história!
História contada através das palavras ditas por um cirado mudo.

domingo, 20 de abril de 2008

CERTAMENTE PERDIDO EM PEDAÇOS DE PAPÉIS



Lapsos trazem a memória a tona...
Um estalo desconhecido de um barulho que conheço.
Frases soltas que preciso desorganizar.
Escritos desorganizados fazem os versos desta palavra perdida...
Perdida em achados que pensamos não saber;
Saber sem ter sabedoria...sincronizando encontros de luz obscura.
Um Trabalho de corpo maravilhoso...
Sem respirar e ofegando suspiro cada gota de suor do nosso pensamento...
Pensamento misturado no pensamento de uma lembrança futura que a vinte anos se passou.
Se perder nos caminhos que achou...
Achou ter achado o caminho perdido de cada palavra guardada...
Mexendo em raizes inesatas do falar...
Um falar calado...Em busca de um gosto.
Sem gostar do desgosto do vinho servido em um teatro da vida urbana...
Sem pensar em escritos...
Quanto mais não pensamos nos vemos na claridade cega de seus exames...
Exames sem que hajam análise...
Sem que hajam versos...
Umas estrofes são jogadas em cada soneto de palavras então ditos pelo olhar distante da licensa de ser o que realmente não é...
De forma equivocada e preocupada com o vazio da sua argumentação.
Sua raiva risonha é um sonho desacordado...
Uma parede negra de vergonhas expostas em um vão;
Perdizes voam no mar infinito de nosso lar...
Quem diz que poetizar não é fazer o controverso da vida...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

PALAVRAS EM FRASES DE UMA MISTURA



Cinco instantes resumem esta história;
Um grito mudo;
Uma dor sem sentir;
Uma escuridão com luz;
Um pensamento vazio;
E uma queda no chão...
Meu coração insistiu em parar,
Mas acordou pequenino...
Estranhamente batia invertido...
Em um flashback retornou ao normal...
Pulsou forte;
Que pena...
Era só um flashback...
Disritmia disconexa...
Chuvendo em minha alma...
Um brilho lacrimejante na janela da vida...
Que já não era mais a chuva de verão...
Um inverno intenso,
Gélido...
O Carnaval da vida já não tinha a Sapucaí...
O Samba.O SAMBA DANÇOU!
Tão longe de você...e eu quis ficar e não sair...
Estranho...
Estranho mesmo é viver nesta televisão de cachorro...
Onde só passam memórias de um frango assado...
Sem comida e com sede;
Mas se tem sede de paz, você já não é um sofredor.
E se a sede for de guerra?
O que seremos na volta da revolução?
Vivo assim perto de mim, sem um anjo bom...
Perdido em um mundo encantado,
Tão encantado que as Bruxas vivem soltas...
Atazanando como uma Mosca na sopa...
Viu que não faz sentido?
Viu como é estranho?
Escrever perdido entre música, televisão, telefone e pensamento...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

EM CADA GOLE DE AMOR



Entre saidas e entradas naquele caminho sem fim, viu-se um beco sem saida...
Havia uma porta iluminada na penumbrada de um dia claro de nuvens negras...
Os passos seguiam em frente mas sempre voltavam atrás... Cada caminhar se tornava uma grande corrida até a escada...
Ao se aproximar, viu-se distante de tudo que havia pensado em deixar para trás...
Raiva, rancor e melancolia, não se encontravam ali...Estranhamente o Poeta imaginou ter perdido suas memórias e abriu a janela...
Ao entrar naquele ambiente profanamente angelical, o poeta pediu um copo para escrever cada gole de Amor.
A cada suspiro, surgia um verso.
A cada desvio, surgia um olhar.
O poeta embebedasse ao falar de de amor, ao falar de sentimento, da palavra...
Escreve na bebida uma dose poética;
Brinda com palavras as certezas da ressaca que se encontra em pedaços de uma garrafa espatifada de amor.
Livra-se do primeiro engradado que recém foi escrito em uma mesa de uma página de um livro de bar.
As palavras já misturadas na coqueteleira refugam o amor do jovem casal sentado nas nuvens...
Cada instante tocado naquela canção que a tv insiste em mostrar, reflete as lembranças já esquecidas de um tempo onde os homens eram crianças sonhando crescer.
As mulheres sonhavam que um dia poderiam ver aqueles meninos virarem homens e que aqueles homens voltassem a ser meninos...
Todos se encontram e se desencontram...
Perdidos em um tempo que nunca passou...pelo menos enquanto durar a dose poética da próxima ressaca...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

PERGUNTAS CONSTANTES SOBRE O AMOR


Por quê perguntar sobre o amor?
Por quê perguntar sobre o que falar?
O que dizer?
Sempre ao pensar em amor descrevo você...
Escrevo palavras do coração...
Em uma mente...uma razão...
Às vezes tento; invento...
E quanto menos penso escrevo...
Te descrevo....
Ao colocar em letras sentimentos;
E me recordo...
Me recordo que...
Hoje quando acordei a melhor coisa foi te ver...
Te ver sorrindo...
Te ver dormindo...
Te imaginar sonhando...
Sonhos distorcidos de uma mente sã...
Perguntas sobre o amor vem e vão...
Escristas ou não...vem...pensam...respiram e vão...
De uma forma insana...
Insana são as letras das palavras que levam a loucura um homem são...
Palavras insanas chamadas de amor...
O amor está aí...
É quando você percebe que o frio é solidão...
E doi...
Aí vem o calor..ardente...
O amor...a paixão...
Que coisa complicada de descrever...
Mas bom mesmo é amar você

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

MORTE DA ALMA




Explode um vazio na imensidão..
Arde o coração...
Minha alma dói...
Em silêncio...
Aperta a ferida...Aperta o sentimento...
Dói...Uma dor sem sentir nada...
Algo estranho que desaparece...
E aparece renegando...
Covarde...Infeliz...
Canalha...
Isso são as palavras belas...
Pois trazem em segundos o sentido...
Que se perde como um pulso...que não pulsa...
Uma vida em chamas se vai,
Evacua a alma e desce...
Tonteia...
Uma loucura feita...
Uma Lástima...esmagadora;
Viver de sorrisos ameaçadores...
Morrer de lágrimas de amor...
Dor...
Sofrimento...
Sem perdão...
Destroçando mentes e esperanças...
Tudo por causa de uma alma que vaga...
Por aqui...por ali...
Meio perdida...
Entre dois mundos...