terça-feira, 23 de julho de 2024

Um balão a voar


O dia amanhece

A pequena princesa sorri

Fazendo pequenos versos em seu passar

E ao encher seu coraçãozinho de amor

Começou a soprar

O seu balão de lembranças e ele cresce

Seu balão vai subir

Com livramento dos céus e calor..

E vai…

Quando uma fagulha de seu sorriso no céu ficar

Saberei aqui da terra versejar

Ao encher o meu coração

Um balão a voar

Com toda emoção

Irá viajar

Viajar por um tempo de calmaria

Uma alma limpa e sadia

E nessa boa nova

Com benção como prova

Um balão a voar

Cheio de esperança e ideais a brilhar


domingo, 14 de abril de 2024

Fé Me Faz Sorrir

 



Acordo mais uma manhã.

A brisa do mar me estremece 

Com fé olho adiante…

E sinto…

Uma força estranha habita o meu ser

Me faz sorrir,

Me faz sentir,

Sobreviver

Com um descompasso de incertezas me fez crer

Vencendo a morte e o desprazer 

Em fé e desafios

Caminhos…rios…

Águas turbulentas se abrirão 

Ao toque do cajado ao chão 

Um mar vermelho erguerão 

Um chamado, uma missão 

Uma eterna devoção.

A fé me trouxe a esperança 

A fé trará a bonança 

Enquanto sua palavra eu escutar…

A fé…trará!

sábado, 13 de abril de 2024

Desaparecer




Não são só motivos…

A cada curva inscrita

A cada palavra implícita 

As deduções ilógicas…

São escolhas…

Das quais o arrependimento não vem…

Mas, o significado de cada estrofe se fortalece 

Como um carcinoma 

E feridas se abrem…

Em goma.

E some assim…

Mesmo que instintivos…insignificativos.

O aparecimento se esvai…

Esgueira a fronteira dos pensamentos.

Esvaziando os sentimentos.

Sem sentir as emoções…

Não são capazes de fugir da folha…

Aquela escrita em versos…

Que além de diversos

Estão incompreendidos e estupefatos

E por instantes longos…

Se encontram mais próximos da distância…

E passo a passo…

Desaparecem como itens fáceis de achar


quinta-feira, 7 de março de 2024

O dia que aprendi a te amar

 Era uma manhã de trabalho..

Achei que era um dia comum.

Aquele como qualquer um…

Dia árduo e com muita demanda…

Só conhece quem obedece e manda.

Despretensioso e atento…

Olhando para o alento…

Vi seu sorriso.

E que paraíso!

Ao olhar me apaixonei…

Fiquei tão desatento…

Perdi o tento..

Naquele momento, não tive o discernimento…

Achei que era só amizade…carinho…

Mas, já estava com o coração por ti todinho.

domingo, 17 de dezembro de 2023

Crazy O’clock




Tic tac, It’s crazy o’clock
When the doors lock
Tick ​​tock, it's crazy
Bells play loud sounds
Tic tac, it's crazy that beats
One minute ahead
Sixty seconds to protect
The hands don't get right
Tick ​​tock, the clock chimed
On discontinued long taps
Meaningless melodies
Time passes
At odds with the hours
Minutes, seconds, thousandths of hours
They disappear like sand in an hourglass
The restless mind
Moves very quickly 
Tick ​​tock, it's the crazy clock

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Fez-se a vida (após o suicídio da morte)



Após o suicídio da morte fez-se a vida

Nada mais abalava a escuridão

Ela queria ser luz

E trazer a alegria que a conduz

Que estava oculta

Mas, era absoluta

As arvores voltaram a sorrir

O céu voltou a brilhar

E o pobre moribundo, encontrou seu mundo

Onde contos de pequenas fadas atraiam a chegada

De borboletas saindo do casulo

Traziam a saída

Para voltar e curtir

Sentir

Voltar a encontrar

O seu caminho longo e distante de positividade ambulante

Os bichos, o Elefante

Com sua tromba a jorrar...

Milhares de borboletas a voar

Pelo arco íris cintilante 

Pelos olhos brilhantes

Daquele que o caminho encontrou

Ao ver Ele

O suicídio da morte



A falta de respiração já causa distúrbios

Procuram-se espasmos em subúrbios

As ruas escuras já começam a clarear

Com um pulso que insiste a pulsar

Paradas cardíacas não existem mais 

O apelo pela morte se traz em vida

Buscando a sua despedida

Fazendo os batimentos entrarem em ativa

Tornando o suicídio da morte como alternativa

Uma vez mais seguida

Mataram o suicídio em prol da vida

terça-feira, 14 de novembro de 2023

A Janela Do Silêncio




Um dia sem ventar

Sentado a dispensar

Palavras no silêncio de uma janela fechada 

Um desfoque do foco 

Uma mudez entoada

No silêncio eu estoco

Uma lucidez mal planejada

E descubro na janela 

O silêncio da loucura almejada 

sexta-feira, 17 de junho de 2022

tRaNsToRnO mUlTiVeRsO dA lOuCuRa





TiC tAc...

tIc TaC...

TIC TAC...

Tic tac, a apneia começa a tocar...

Os segundos de loucura a chegar...

Vidros quebram...

Paredes se vão...

Dores, decepção...

Não adianta tentar...

O sufuco, a raiva, a dor...vão te pegar.

Exploda as emoções...

Contenha os surtos por milésimos.

Em intervalos respiratórios, intensos e sem ar.

Os olhos ardem a insônia febril...

Um sono, um ressono, um transtorno...

Obsessivo, compulsivo...aleatório.

Uma multidão sem plateia, um oratório..

Dói na alma, enfrenta os dragões...

Suicídio compulsivo dos padrões.. 

A dor, algo que não podemos mensurar.

Alguns estão a sentir, outros estão a causar.

Fica vagando pelo corpo…

Abrindo as fendas dos multiversos dessa loucura...

De remédio em remédio…

Volto a respirar o meu sufoco.

Até me tirar do tédio…

Uma licença aqui…

Outro médico ali…

Mais doses...

Momentos intensos de alegria na tristeza...

Sorrisos macabros e sem avareza...

Indelicadeza..

Daquela nobre Realeza...

Que se diz conhecer a Razão...

Mas nunca entendeu o caminhar e a escuridão.

Como viver e dizer?

Como dizer e fazer?

Mais uma dose então...

Indecisão, insegurança...

Dos impulsos, dos choros, das dores, da incompreensão... 

Escolhas em vão.

Doenças, sequelas, choros...

Lá se vai um remédio, uma oração...

E vamos fazer o complemento da loucura.



quinta-feira, 20 de maio de 2021

Jornada Do Poema

 



Nada como um poeta perdido.

Ali, aqui, acolá...

Rio acima ele está..

Para lá...

Ele vai sem rimar.

Com traços subversivos...

Apaga o texto...escreve o céu...

Subtendido e indefinido...

Luzes...Luzes...LUZES!

Trovões solares em  nuvens aritméticas...

Foi o poema...

Descrito, transcrito, escrito...

Amassado e formado entre pontas quebradas e apagões..

Giz, borracha e canções...

E assim foi...

Ficando claro que as curvas já não cabiam no papel.

Os traços inconstantes e perfeitos, seguiam as três direções...

Cabeça, papel e coração, qual seria a mais certa dimensão?

Um arquivo fácil de achar e difícil de decifrar...

Com palavras, sílabas e ciladas...

Cada letra fazia a sua jogada...

E no final, ao encontrar um jangada...

Rimou e remou a sua entoada.

sábado, 27 de junho de 2020

Um


Um número...
Um caminho...
Um jogo...
Um estudo...
Um monte!
Um momento.
O que fazer?
Não sei ainda...
Hum, um tanto quanto...
Hum, um tanto...
São tantos uns, que eu me perdi.
Um...uns...
Uma!
Talvez se eu somar, eu encontre a forma certa para seguir...
E enfim, ir.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Efeitos Pandêmicos

Pandemia..
Monotonia...
Momento de terapia!
Acordo ainda é escuro.
Será um sonho?
Obscuro..
Me curo!
Uma borra de café...
Uma bolacha no chão...
Fui voando a pé...
No caminho da contramão.
Então...
Trim, trim!
O despertador a soar!
Já são 07:15, vou despertar!
Mas, pera...a janela está voando!
Que loucura...será que estou sonhando?
Já nem sei dizer...
Será que vou enlouquecer?
Dentro de quatro paredes em um mundo aberto...
Nem sei ao certo!
Vou ali na sala, vou ali na porta...
A parede, todo torta!
Torta...
De morango ou chocolate?
Esse relógio marca 03:20, que disparate!
Ouço uma voz...
Me chamando...
E vou, aos poucos despertando.
E percebo que ainda estou no sofá.
Com a xicará virada...
O prato caído...
Tudo agora faz sentido!
Percebi a sacada.
Sentado, dormindo a sonhar!

segunda-feira, 16 de março de 2020

Um dia de controversos


E lá vai a luz...
Raiando no infinito do escurecer...
Infinitamente infame...
No infinitivo...
Pessoal...
Impessoal...
Imperfeito...
Imerso em um dia D...
Pá...
Palato...
Palavras...
Palavrões...
Nem sei ao certo as suas razões.
Comecei as cegas a escrita de bordões...
Aí pontuando a falsidade...
Versejei a verdade...
A que a vida ensina...
E demonstra na rima...
Mas, na busca estão as palavras...
Por aqui...
Por ali...
Acolá!
Nem todas as palavras são verdadeiras...
Pera lá!
O que é, o que é?
Uma palavra qualquer.
E eu que me julguei forte...
E eu que me senti poético...
Serei um fraco quando outras delas vi.
Nesse papel, vai verso por verso..
E no controverso...
Cabe uma tonelada..
Palavras...
Algumas nem ao menos inteiras.
Pode ser uma sina...
Ou algo sem rima.
E assim foi.
Aprendi com os versos a remar...
A buscar novos ventos e poetizar.
Nesse vai e vem para cima.
Alguma história me fascina.
Ensina...
Assina...
Assina palavras e fortalece estrofes...
Nem sei ao certo se queria versejar.
Mas buscando o incerto...
Aprendi a rimar.
Aspirador de memórias...
Me roubo o aperto..
Certo..
E afrouxando as palavras...
Me dou a chave das histórias.
Que jogadas em palavras ao vento...
Vão.
As melhores que ainda serão escritas.
E quem sabe contadas, ou versejadas...
Por um louco trovador de cervejas...
E bebedor de poesias!

sábado, 18 de janeiro de 2020

Mistério Decifrável


Um estranho conhecido me falou...
Que as palavras a tempo deixou.
Buscava versos sem rima.
Baixa...estima.
Até então não entendi.
Já nem sei o que vi.
Então, corri, pulei e sorri.
O destino...
Indecifrável e complexo.
Nem em dias normais a louvar os céus.
Caí em versos de fel...
Estranho...
Entranho....
O acordo para adivinhar o nosso nexo.
Assinaturas em branco...
Em pranto...
Observe...
O que sangrará as paredes importunadas...
Serve...
Para lavar as almas calejadas.
Peça mais atenção...
Descubra o indecifrável.
Viva a cada razão.
Contemple o seu último livro.
Leia as frases apagadas.
Escreva versos.
Não leve o tempo a sério, jogue fora o relógio.
Coloque a culpa no que é bom.
Veja o que o dia te oferece.
Olhe a luz apagada no céu de relâmpagos.
Exagere, faça algo impensável.
Descubra o infinito.
Seja responsável.
Decifra o mundo.
E ensino a sobreviver...
Nesse estranho e misterioso mundo.
Em que o seu mistério é nossa maior certeza.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Troglo...Ditado


É assim nesse punhado...
Que prosearei do Troglo...Ditado...
Um grosseiro apaixonado.
E se houver reparado.
Tudo é bem sequenciado!
Do campo havia retornado...
Flores havia catado.
Após um dia puxado...
Na floresta tinha caçado e brigado!
Ah maldito soldado.
Só porque estava deitado...
E com a lança havia o acertado...
Sorte não o ter machucado.
Com raiva ele havia ficado...
E o Troglodita havia socado.
Um soco bem dado!
Para a aldeia havia voltado!
Na taberna havia parado.
Cansado e com um dente quebrado, o Troglodita cantarolou um fado!
E lá sentado de lado, o Bastardo do aliado, lançou-lhe um dardo!
- Você está alucinado! Perguntou o Bastardo
- Não, estou apaixonado! E quando se tem amado, você cantarola um fado! Cantou o Troglo...Ditado.
E assim, neste achado, fica o recado!
Que apesar de ter apanhado, o Troglo...Ditado continuou apaixonado.

Uma mente que sente


Indolor é a cor da mente.
E por canais criativos ela sente.
Sente rasuras...
Sente escritas...
Sente poesias!
São tantos sonhos que nem sei por qual pesadelo começo.
Uma trovoada de fluídos sensoriais...
Diluídos em estrofes colossais.
Resenhas de ensino fundamental...
Uma epopeia mental!
Aí se vai...
O poeta cai!
E sua caneta segue...riscando...
Algumas tentativas de reinventar a escrita...
Buscando na mente a palavra dita...
Uma caneta rasga a nuvem do sonhar...
Inúmeras fases caem em frases...
Frases completas...complexas!
E o poeta sente...
É algo forte!
Que sorte!
Que descobre a mente.

sábado, 10 de novembro de 2018

Sobre um silêncio barulheto


Havia uma claridade.
Em um beco da cidade...
Um casebre ali se encontrava..
Com as portas abertas para imensidão..
E num vago instante se sentava...
O poeta e a multidão...
Ali o silêncio imperava no ruído ensurdecedor da sala vazia.
O poeta escrevia.
O prefácio saia..
Ele, magia.
Via...
E olhava a triste tinta...
E alegrava o papel!
Sua mente eclodia novos pilares.
Eram cantos circulares onde ninguém passava.
Paredes curvas com instantes retos...
Ali não havia nem um inseto.
Como um todo cheio de nada..
Ali...
Histórias e livros ali havia.
Altas eram as ideías...
Vibrava a Plateia...
Alcoolizada a plateia estava...
Litros e litros.
Embebidos em palavras mudas.
Fortificada em frases e ventos...
Como um motim de brisas surdas...
Aquela voz, silenciosa e aguda ouvia...
Ouvia.
Via...
Fazia...
Vazia. 

sábado, 8 de julho de 2017

Sobre Escrever




Como falava um tal de Machado de Assis: Escrever é umas questão de colocar acentos...
Vou por então palavras em meu argumento...
Pois alguns papéis estão bem rasurados..
Saem cartas, poemas e conversas...
Versos e corações rasgados...
Um poeta dilacerado.
Põe em papel amassado...
Algum significado.
E assim vai onde as palavras emergem...
Pertinho de onde os pensamentos convergem.
E depois de quatro orgasmos as palavras saem mais...
Pois descobre-se que...
Quando a caneta pensa como lápis.
Não são as linhas que surgem...
São as palavras que vem.
Escritas, rasgadas e por aí...
Em estrofes ou parábolas elas se definem...
Riscos, rasuras e temas...
Escreve ali...
Um poema.
Rima aculá...
Pode ser dificil de achar...
Mais fácil de embaralhar.
Mas o melhor é que elas urgem...
Urgem de tempo...
Surgem ao vento...
E o pensamento?
Esse flui como uma caneta...
Risca a cada poema.
Mistura e embaralha as letras...
E daí vão...
E sem fim ou opção...
Escrevo um poema de grão em grão.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre um Amor

Não sei quantos chorinhos fazem um sorriso...

Mas sei quantos sorrisos fazem o meu dia.

Vida acordada de madrugada.

Amor, paz ensolarada.

Uma fralda trocada.

Uma palavra murmurada...

E assim vão os meses passando em sintonia.

Vento, amor e poesia...

E aquela risada que contagia.

E assim ganho o dia.

O dia sobre um amor.

Que atrai o bom humor...

O calor de um coração infantil que reflete cada expressão de versos escritos nas minhas rasuras...

domingo, 21 de maio de 2017

Sobre o dia



Domingo dia de descansar...
11:24, hora de acordar.
Troca fralda, toma banho...
Vamos logo com esse banho!
Sem enrolar...
Se arrumar!
Um motor ligado, uma cadeira de bebê...
Eu, Helena e você...
Um dia claro, uma boa luz...
Um rio, um caminho, um olhar que seduz...
Almoço e amor...
Esboço de humor!
Um sorriso...
É o aviso!
O cair das folhas, o gotejar da chuva...
Passeios, amores fora da curva.
E assim vai...
Fluindo...
Como o verso e o coração...
Como a rima e a emoção.
Tudo inspira quando a vida é poesia...