Explode um vazio na imensidão..
Arde o coração...
Minha alma dói...
Em silêncio...
Aperta a ferida...Aperta o sentimento...
Dói...Uma dor sem sentir nada...
Algo estranho que desaparece...
E aparece renegando...
Covarde...Infeliz...
Canalha...
Isso são as palavras belas...
Pois trazem em segundos o sentido...
Que se perde como um pulso...que não pulsa...
Uma vida em chamas se vai,
Evacua a alma e desce...
Tonteia...
Uma loucura feita...
Uma Lástima...esmagadora;
Viver de sorrisos ameaçadores...
Morrer de lágrimas de amor...
Dor...
Sofrimento...
Sem perdão...
Destroçando mentes e esperanças...
Tudo por causa de uma alma que vaga...
Por aqui...por ali...
Meio perdida...
Entre dois mundos...
O destino nos prega peças.
Poéticas às vezes...mas peças...
Tudo dentro de um quebra cabeça...
Sem pé...
Nem cabeça...
Acordar...
Despertar de um sonho acordado...
Sem vontade.
Transformar um dia nulo em um tudo...
O destino é incompreensível!
Não mede esforços para mutar...
Muda...mutante...
A cada instante;
Imagens...
Lembranças e memórias...
Não são só memórias...
Tudo em uma capota de fibra...
me fez Ranger...
ACORDAR!
Acordar para VIDA!
Pode ser um despertar para morte...
Mas não!
Se não há o que temer...
Se não há o poder...
Tem que ter o querer!
Querer provar que na estrada da vida;
Esta extensa corrida...intensa saida...
Nos torna capaz de transformar...
Um dia...
Em noite!!!
Noites em dias claros;
Penso todos odores que senti...
Todos amores que cheirei;
Escuros que degustei...
Na claridade que ouvi;
Qual o sabor da mulher desejada...
O sabor de amor...
O sabor de amada...
O sabor da vida...
Da Estrada...
Em espaços desconexos nos une...
Nos conexos...separa...
Conto para os males espantar...
Canto para a vida alegrar...
Os males que desencontro?
Não os conto...
Um pensamento em estado de formação...
Vibro ao te ter...
Uma idéia, uma invenção...
Seu cheiro me deixa...
Criativo, interado;
Pensativo...
Assim foi Deus...
Ativo...
Ao criar a mulher...
Creio em poemas...
Escritos...
E creio que assim fez...
Palavras, calor...
Em pequenas peças de amor...
Peças que o amor nos prega...
E pega...o pior é que pega...
Mas Liberta...
A mais valiosa intensão...
Liberta a Paixão.
Se não for assim..
Gostaria de entender como fez!
E se foi de vez...
Meu mapa astral é minha influência poética...
A luz espiritual que habita no profundo...
No profano...
No insano...do meu ser...
Cada leitura é sempre a primeira...
Me descubro a cada palavra...
Algo que me toca...
Um raio solar de limpeza...
Uma identidade...
Uma razão...
A fantasia é minha principal matéria prima...
Vivo descobrindo novos sonhos de um cordão umbilical...
Uma vida que surgiu aos onze dias de uma manhã de Setembro...
De uma forma não poética, mas estremamente amorosa;
Recordo-me...
De toda minha ascendência...
Minha forma de expressar...
Me liberta em forma receptiva...
Um virginiano convicto que Sagitário o ascende...
Por um instante vejo passar a minha quarta casa...
É um aquário...
Onde o EU-PEIXE constrói a própria casa...
Sem estas regras, mas com privacidade...
Raramente colocando as palavras no mesmo lugar...
Mas encaixa...
A Parede poética...
A noite chega com a Lua...
A Lua de Capricórnio...
Ligado, atento...Sensualmente feminino...
Buscando em um gozo a emoção...
O instinto...
Apaga-se...
E brilha...
A memória!
Em alguns vagos espaços de tempo encontro meu lapso de memória...
Reflexos que não consigo esquecer...
Canto os cantos em silêncio...
Em um vazio acho o grito que me faltava...
Um pensamento que me faz sondar e usar cada espaço vago do coração...
Sondo e uso o poema em minha história,
Um tempo que não volta mais...
Caço palavras em um baralho da vida.
Paro, penso e respiro...
Fundo...para saber se há esperança...
Sem tempo, sem vingança...
Perdido você fica...
Perdido você está!
Como é viver feliz sem ser criança?
É brincar nas estrelas que já foram...
É moldar um compromisso sem se compromissar...
Quando a gente gosta a vida é um caso sério...
Nos divide na medade de um desejo...
Perdido em um olhar...
Brinco de ser adulto.
Nas horas vagas, trabalho para ser criança...
Viajo em um mundo em que há esperança, trabalho e harmonia...
Viagem sem fim...
Busco nos pesadelos as respostas de sonhos...
Posso não achar sempre o correto...
Apesar de muitas vezes o errado ser...
Tento escrever os maus momentos vividos pelo bom...
Sem dom...
Eu tento...
Não adianta mais...
Marco o tempo da vida útil de uma forma inútil;
Respiro os segundos do relógio da razão...
Pura obsessão?
Me vejo perdido...Anti-horário...
Na contramão...
Cronometrando as horas para falar...
Sem esgotar...
Tentativas de acertar o horário de retorno;
Mas encontro...Transtorno;
Abocanhado por um Jacaré...
Açoitado por um Jegue...
Esta falta de organização marca passo...
Passo de um Burro...
Bato o cartão da vida e vejo que cada dia é único;
Cada momento é único...
Cada instante...é intenso...
Cada palavra em seu devido acorde...
Acorde do infermo tempo...
Da Praia ao Comércio em minutos repartidos em horas...
Minutos que se tornaram uma eternidade...
Eternidade de poucos segundos;
Uma falta de fuso...
Horário.
Vivo na espreita,
Buscando um caminho nesta caverna escura...
Que me consome aos poucos...
Retira...
A liberdade poética...
Umedece meu papel...
Pinga na alma...
Me quebra a ponta...
Me decifro em códigos que só eu posso entender...
Me ajudo e bato as asas da imaginação...
E caio...sobre uma folha de papel;
Folha manchada e sedenta...
Fico grudado em suas palavras...
Estúpidas palavras;
Me impede de voar...
Com esforço me olho e digo...
Sou um Cavaleiro das Trevas...
Um cego...
Um poeta-vampiro...
Vago pelo tempo que me resta para escrever...
Em poucos minutos a luz sugará minhas energias...
Não sairei mais pelos longinquos caminhos que tracei...
Estarei acordado...