Noites em dias claros;
Penso todos odores que senti...
Todos amores que cheirei;
Escuros que degustei...
Na claridade que ouvi;
Qual o sabor da mulher desejada...
O sabor de amor...
O sabor de amada...
O sabor da vida...
Da Estrada...
Em espaços desconexos nos une...
Nos conexos...separa...
Conto para os males espantar...
Canto para a vida alegrar...
Os males que desencontro?
Não os conto...
Um pensamento em estado de formação...
Vibro ao te ter...
Uma idéia, uma invenção...
Seu cheiro me deixa...
Criativo, interado;
Pensativo...
Assim foi Deus...
Ativo...
Ao criar a mulher...
Creio em poemas...
Escritos...
E creio que assim fez...
Palavras, calor...
Em pequenas peças de amor...
Peças que o amor nos prega...
E pega...o pior é que pega...
Mas Liberta...
A mais valiosa intensão...
Liberta a Paixão.
Se não for assim..
Gostaria de entender como fez!
E se foi de vez...
Meu mapa astral é minha influência poética...
A luz espiritual que habita no profundo...
No profano...
No insano...do meu ser...
Cada leitura é sempre a primeira...
Me descubro a cada palavra...
Algo que me toca...
Um raio solar de limpeza...
Uma identidade...
Uma razão...
A fantasia é minha principal matéria prima...
Vivo descobrindo novos sonhos de um cordão umbilical...
Uma vida que surgiu aos onze dias de uma manhã de Setembro...
De uma forma não poética, mas estremamente amorosa;
Recordo-me...
De toda minha ascendência...
Minha forma de expressar...
Me liberta em forma receptiva...
Um virginiano convicto que Sagitário o ascende...
Por um instante vejo passar a minha quarta casa...
É um aquário...
Onde o EU-PEIXE constrói a própria casa...
Sem estas regras, mas com privacidade...
Raramente colocando as palavras no mesmo lugar...
Mas encaixa...
A Parede poética...
A noite chega com a Lua...
A Lua de Capricórnio...
Ligado, atento...Sensualmente feminino...
Buscando em um gozo a emoção...
O instinto...
Apaga-se...
E brilha...
A memória!
Em alguns vagos espaços de tempo encontro meu lapso de memória...
Reflexos que não consigo esquecer...
Canto os cantos em silêncio...
Em um vazio acho o grito que me faltava...
Um pensamento que me faz sondar e usar cada espaço vago do coração...
Sondo e uso o poema em minha história,
Um tempo que não volta mais...
Caço palavras em um baralho da vida.
Paro, penso e respiro...
Fundo...para saber se há esperança...
Sem tempo, sem vingança...
Perdido você fica...
Perdido você está!
Como é viver feliz sem ser criança?
É brincar nas estrelas que já foram...
É moldar um compromisso sem se compromissar...
Quando a gente gosta a vida é um caso sério...
Nos divide na medade de um desejo...
Perdido em um olhar...
Brinco de ser adulto.
Nas horas vagas, trabalho para ser criança...
Viajo em um mundo em que há esperança, trabalho e harmonia...
Viagem sem fim...
Busco nos pesadelos as respostas de sonhos...
Posso não achar sempre o correto...
Apesar de muitas vezes o errado ser...
Tento escrever os maus momentos vividos pelo bom...
Sem dom...
Eu tento...
Não adianta mais...
Marco o tempo da vida útil de uma forma inútil;
Respiro os segundos do relógio da razão...
Pura obsessão?
Me vejo perdido...Anti-horário...
Na contramão...
Cronometrando as horas para falar...
Sem esgotar...
Tentativas de acertar o horário de retorno;
Mas encontro...Transtorno;
Abocanhado por um Jacaré...
Açoitado por um Jegue...
Esta falta de organização marca passo...
Passo de um Burro...
Bato o cartão da vida e vejo que cada dia é único;
Cada momento é único...
Cada instante...é intenso...
Cada palavra em seu devido acorde...
Acorde do infermo tempo...
Da Praia ao Comércio em minutos repartidos em horas...
Minutos que se tornaram uma eternidade...
Eternidade de poucos segundos;
Uma falta de fuso...
Horário.
Vivo na espreita,
Buscando um caminho nesta caverna escura...
Que me consome aos poucos...
Retira...
A liberdade poética...
Umedece meu papel...
Pinga na alma...
Me quebra a ponta...
Me decifro em códigos que só eu posso entender...
Me ajudo e bato as asas da imaginação...
E caio...sobre uma folha de papel;
Folha manchada e sedenta...
Fico grudado em suas palavras...
Estúpidas palavras;
Me impede de voar...
Com esforço me olho e digo...
Sou um Cavaleiro das Trevas...
Um cego...
Um poeta-vampiro...
Vago pelo tempo que me resta para escrever...
Em poucos minutos a luz sugará minhas energias...
Não sairei mais pelos longinquos caminhos que tracei...
Estarei acordado...
Em cada tentativa,
Em cada verso,
Em cada Parede,
Em cada fragmento...
Ouço baixinho um grito de sussurro dentro de mim.
Em uma janela do tempo...Infinito e vasto.
O amor se vê...Jamais direi que te esqueci...
Amo sozinho, coisas que cavei em noites infinitas que por aí encontrei...
Bate forte...Estrondoso...
Pego meu coração pela boca e o parto em estrelas...
Estrelas...Sorrisos! São as batidas de um coração apaixonado...
Uma vela ilumina a escuridão que por lá já não está...
Brilho perdido toma um rumo diferente...
Os encaixes voltaram a se unir harmoniosamente...
Como um som angelical de arpas...
Trovões bravejam o meu peito,
Miro coisas com convicção...
As contas se tornam simples adições;
Que subtraem da mente todas as divisões...
Amor, tristeza...POESIA!!!
Tudinho junto em um momento que a separação se une...
Já não rastejo mais.
As correntes pesam meu subconsciente...
Asfixio-me com as últimas cartas de Amor...
Morri por dentro.
A boca muda...querendo falar...
Não sinto mais o pensamento empurrar a vida para frente;
Tento poetisar com a vida, mas rimo quente...
Um inferno astral que gela minha alma...
O telefone só reclama, coisas...que não fazem mais sentido...
Em tempos...
Sem movimentos;
Imobilizado, atado, com o coração partido...
Cada palavra, cada gesto...Machuca;
Sinto-me um nada no meio de um tudo que faz questão de nada ver...
Cego-me sabendo que toda a claridade que vejo já é escuridão.
Desisto de lutar, apesar de possuir as armas certas...
Palavras confundem, desde que fico perdido em textos...
Acho o caminho...mas me perco em todas as indicações;
Não consigo manter o ritmo cardíaco do Amor...
Ele encontra-se em estado de paralisia...
O antídoto já não quer curar;
Por mais doses que use...
Por mais palavras que escreva...
Não adianta;
Ilusões criadas por falta de luz;
Me perdi acorrentado em uma pequena cela carcerária da vida...