quinta-feira, 23 de agosto de 2012

VIDAS VIRADAS

Ao acordar, já não percebo a luminosidade... A escuridão clareia o limpo campo do deserto... Flores secas, sonhos turvos... Céu claro, sol escuro... Na primeira dose da manhã medico meus sentimentos... Conto as gotas do destino... Sentimentos tomados em doses medicinais... Receitas emocionais. Sem dosagens hormonais... Pílulas de ódio curam o amor; Capsulas de tristeza retardam a alegria. Mensagens atrapalham o diálogo Escritas apagam o tempo... Passatempos preenchem as linhas... Telefones cortam as ligações... Retomo o livro de notas de inatividades... Visualizo a cegueira da minha escrita. Passados inchados... Votadas as pazes, nos tornamos incapazes... Vorazes...

A DOR DO ACERTO

Sinto uma forte pancada em meu cérebro... Pulso latejando no coração... Vibrações alucinógenas estouram minha veia... Rasgando minha aorta torácica... Espatifando o coração... BUM! Algo inevitável de se pensar... Distorcidos pensamentos me ensinam a amar.... Por palavras perdidas em dor... Por vazios achados em acertos... Divagando pensamentos em um lugar estranho... Entranhando minhas memórias em uma gelatina musical... Vindo de acordes doloridos... Rifs contidos... Sentidos... Dor, dor de acertar errando... Sabendo que tudo foi orquestrado, imitado... Limitado. Escrevemos sobre o tempo, mas esquecemos que o mesmo já acabou... Em lembranças perdidas em um achado coração... Que divaga entre amor, dor e razão...

sábado, 18 de agosto de 2012

SENTADO NA JANELA DO TEMPO

Sou um mal exemplo para os errados... Sempre que falo mudo acabo irritando muita gente. Lapsos de memória acabam de rabiscar minhas paredes.... Todas em branco, como um pensamento cheio de nulidade. Sempre colocará a culpa só em mim. Mas a culpa é nossa. Se não tivéssemos tentado talvez não desse tão certo... Concentrem em mim seus votos de incerteza... Pois saberei administrar cada risco que escrevo... Escrevi palavras como quiabo com pimenta... Rasa e áspera para poucos... Escorregadia e ardida para muitos... Trazendo um grande agito, um preço absurdo para os segundos próximos ao minuto seguinte da minha inexistência... Em algumas horas, perceberei o desperdício de tempo que amei ser tudo que não dou conta de realizar. Sou um cara esperto, um cara de zero possibilidades em cem por cento de acertos... Quando tendo pensar, me perco com novas descobertas... Faço um vai e vem nas minhas memórias. Mesmo que apagadas, me comprometo não afetar minhas ideologias... Me isento desprezivel em pensamentos perdidos em um copo de cerveja. Me bato em latas vazias que sem desencontram dos meus joelhos... Sem saber que ando escrevendo nada com sentido... Parece destino, mas não sei nem em que língua penso... Porque será que o solitário parece tão intenso? Não sei se a vida a dois é o ideal para um lobo solitário. Relax, a vida é mega complicada e infelizmente, brigas são ruins, mas acontecem. As escolhas que fiz me tornaram um único no infinito. Uma droga que não faz bem e deixa o mundo ficar a noite... Perdido nessas frases? Eu também... Não encontro o caminho longe do amor. O pior de todos os bens que fiz é me afastar do que não quero. É ruim saber o que fazer sem querer fazer. Nunca penso com autoridade sobre como fiscalizar o tempo... O tempo não me deixa só, mesmo estando absolutamente solitário e tendo encontrado tudo que não perdi. Se tivéssemos aprendido, talvez a história fosse diferente.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sonolências Expressas

Sinto que ao pensar no vazio encontro a solução para o que enche minha cabeça! Entre o sono e o sonho, acordo sonâmbulo em poesias... Esvazio as coisas ocas do meu todo e remanejo cada assunto para o meu subconsciente, o único lugar que sei que está tão cheio de vazios. Buracos complexos de histórias sem um início e muito menos um fim... Desacordado me enxergo velejando em nuvens turvas de imaginação... Me preparando emocionalmente para mais um dia de duelos intelectuais com os anecéfalos que subestimam a minha inteligência. Burros como constante inteligência, genialmente impensadas! Subjulgo todos os seres que crio em mim para poder ter uma única definição dos meus múltiplos eus! Cansei de ser uma sombra, quero Brilhar também! Mesmo que este brilho esteja apagado, faço o escuro estremecer... Interpreto as palavras da forma mais errada da correção... Vivo as mortes de minha sub-existência... Boa noite...Sem destino...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Rises

Estava com a mente turva naquela manhã de Agosto. Acordei relampejando os pensamentos das trevas... Sem saber se os batimentos desordenavam o coração... Desarrumando sentimentos sem expressão... Dúvidas constantes sobre as certezas... Amor. Ódio... Rancor... O pior dos sentimentos, a solidão. Sem acreditar em uma palavra muda, segui para trás... Regredindo no tempo da maturidade inferma... Amadurecendo o indevido. Reagindo aos colapsos do tempo... Cegando as consequências das escolhas... Enxergando os meios finais da cegueira. Regurgindo as inverdades... Compartilhando... Contei infitos erros, mas milhares de acertos... Na vida nem sempre atiramos nas páginas certas. Causamos os conflitos mentais mesmo sem usarmos um pingo da cabeça... Andando nas trevas... Não me permito ainda fazer nada, estou com a reação de quem luta para sair do inferno... Mesmo sabendo que é na escuridão que ressurjo.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Reflexos De Uma Luz Apagada




Insisto em acordar de uma vida acesa;
Onde enxergo a cegueira a minha frente.
Vivo momentos mortos de pensamentos vazios.
Encontro perdido algumas recordações já esquecidas de uma memória vazia...
Vazio soa pesado em taças cheias de um nada...
Busco palavras para frases apagadas...
Textos sem escritas completam o livro em branco.
Palavras cheias de expressões demos para o nulo...
Vivi momentaneamente o vão...
Matei a vida em um susto tranquilo...
Rezei a vela em um sopro aceso;
Acordei em um sonho de olhos abertos e percebi a razão da insônia!
Vivi momentos de uma morte por nascimento que precocemente abortei...
Chorei alegrias de uma tristeza sem fim...
Enfim não rimei...só poetizei...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Velocidade do criar


Ainda escuto a sua ligação, caindo ao meu ouvido como um tiro...
Bang... Acelero meus momentos cansativos!
Rapidamente penso que nem sempre o melhor interprete é o que ouve;
Mas sei que o pior é o que julga...
Vivo de um único amor, que nunca foi platônico...Foi sempre Atômico...
Que estrago uma frase faz...Vejo rapidamente o pensamento rasgar meus olhos, enchendo de lágrimas a minha alegria...
Brilho em escuridão...Paixão em tristeza...Será que mesmo assim me julgará?
Acho que sim, tenho certeza que o não prevalecerá...
O nosso amor já existe, e com ele crio contos, encantos...
Transformo os momentos em novas histórias...
Contos, poemas...poesias...
Vida, amor...alegrias...
Morte, enxergo...Magia...
Leu?
Fiz agora...Fico cheio de coisas na cabeça e acabo jogando no papel...
Por isso se chama rasuras