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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tentativas do dormir...



Hum, dois, três...
As horas vão terminando.
Passando rapidamente, de vez.
Concorro com o tempo...
Enquanto os olhos insistem em enxergar...
O acordar ao vento...
O retorno do pensar...
Ventilador secando os olhos....
Insônia abrindo-os....
E no tempo... Sentindo...
Vem sono...
Vai insônia...
Desliga mente!
Pensamento, sente...
Olhos turvos...
Vistas novamente apagadas...
Enfim...
Será assim...
As luzes começaram a clarear o escuro noturno...
A vontade de dormir chegará...
Procuro nos olhos, me enfurno...
Que consequência o acordar terá!?
Será que haverá alguma...
Neste ritmo, nenhuma.
Insônia, porque me aflige?
Dessa forma, o dormir não me atinge!
Apesar de consumir minha respiração.
Em momentos os lábios secam, a emoção.
Coração diminui a frequência...
Mas não me vem a inocência...
Acordado, acordado...
Cansado!
Não se esconda!
Quero acordar de um sonho teu!
Não me diga que tá com medo de aparecer.
Preciso de você!
Vem sono, vem...
Vem para mim é para mais alguém!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cronograma de uma solitária.


Estive ao mesmo tempo comigo e com ninguém...
Vivo momentos sozinhos e com mais alguém.
Sem nem saber ao certo o errar.
Escrevo palavras aos montes do meu ditar.
Quero entender a minha realidade.
Buscar, sentimento e lealdade.
Escolho sozinho meus erros e erro comigo meus acertos!
Vivo, escolho sem dar pretextos!
Bem de longe vejo um olhar penetrante que tentar absorver a energia que sinto de viver.
Voa rasgando meu bem querer...
Um brilho meigo e suave, mentiroso....
A brutalidade que uma pena me atinge me faz voar parado imensos quilômetros de melancolia...
Caio em pé, firme, mas desolado...
É, pensando bem, estou deitado...
Em uma mesa onde os médicos já não sabem o que fazer...
Tosse, horrores, prazer!
Menos de dez segundos para operar.
Um coração palpitante sem as vibrações calorosas do seu ardor...
Paradas respiratórias ditam o pulsar das palavras
Enfermos os saudáveis buscam a solução para o clarear...
Raios de sol escurecem as vistas fechadas do pensar...
Lapsos de memórias confundem a respiração....
Respiro ofegante cada suspiro desta falta de amor!
Busco ar no vácuo deixado por suas palavras...
Em papeis, rasuro rastros de murmúrios finalmente esquecidos...
Nenhum segundo mais!
Nenhum erro mais!
Esqueça, viva o Jamais!
Eletrochoques fazem a pulsação desaparecida chegar.
Batimentos contínuos me fazem vibrar...
As derrotas esquecidas quem vai lamentar!
Percebo que o olhar antes grampeado tem uma fresta de luz incandescente que traz a alegria!
Respiro, corro, vibro com euforia.
A vida de repentes, ficou para trás...
Escrevo textos e palavras a mais...
Encontro caminhos perdidos nas passadas...
Paro, penso em caminhadas.
Vejo a cegueira com um olhar diferente.
Vivo a cada momento intensamente.
Se isso é morte então, me enterro mais!
Para que querer a vida se ela não me parecia ser?
Para que viver para não crescer!?
Mudanças de conceitos para uns... Encontro de realidade para mim...
Cego, surdo, mudo... Vivendo enfim!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

NOVOS RUMOS



Em busca de um local para guardar um coração...
Ligo o rádio, musico um poema...
Mixagem suja...borrou o papel...
Jogo no lixo da vida...
Paro...
Sair em busca de um local para quê?
Me encontro em qualquer guarda roupa...
Guarda Roupa?
O problema é quando não consigo traçar meus rumos;
Traços traçados, caminhos seguidos...
Em toda viagem nos perdemos por alguns instantes...
Procura-se algo em que se encaixe a razão...
Peças marcadas...é o quebra cabeça da vida...
Pocura-se algo que se encaixe a paixão...
Encaixes perfeitos...
Rumo...seguindo na alma;
Traços trazidos de vidas passadas;
Pensamentos, estalos...emoções;
Tudo reunido numa Caixinha de Pandora...
Tanto trabalho para conseguir montar...Será que eu abro...Será?
Pode ser que lá eu encontre Novos Rumos...