Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de março de 2014

O DESPERTAR DA CACHOEIRA


O suave gotejar de seus versos
Desperta o interesse dos meus olhos
Abrindo uma poesia no piscar
O raiar do sol já caia em cascatas
O soar da cachoeira molhava meus ouvidos
Trazendo cantigas ao som dos passarinhos
Levantei admirando as poesias naturais
Banhei meus pensamentos ao cheiro de mata nativa e molhada
Acordei com o coração na estrada
Já era hora de ir para casa.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cronograma de uma solitária.


Estive ao mesmo tempo comigo e com ninguém...
Vivo momentos sozinhos e com mais alguém.
Sem nem saber ao certo o errar.
Escrevo palavras aos montes do meu ditar.
Quero entender a minha realidade.
Buscar, sentimento e lealdade.
Escolho sozinho meus erros e erro comigo meus acertos!
Vivo, escolho sem dar pretextos!
Bem de longe vejo um olhar penetrante que tentar absorver a energia que sinto de viver.
Voa rasgando meu bem querer...
Um brilho meigo e suave, mentiroso....
A brutalidade que uma pena me atinge me faz voar parado imensos quilômetros de melancolia...
Caio em pé, firme, mas desolado...
É, pensando bem, estou deitado...
Em uma mesa onde os médicos já não sabem o que fazer...
Tosse, horrores, prazer!
Menos de dez segundos para operar.
Um coração palpitante sem as vibrações calorosas do seu ardor...
Paradas respiratórias ditam o pulsar das palavras
Enfermos os saudáveis buscam a solução para o clarear...
Raios de sol escurecem as vistas fechadas do pensar...
Lapsos de memórias confundem a respiração....
Respiro ofegante cada suspiro desta falta de amor!
Busco ar no vácuo deixado por suas palavras...
Em papeis, rasuro rastros de murmúrios finalmente esquecidos...
Nenhum segundo mais!
Nenhum erro mais!
Esqueça, viva o Jamais!
Eletrochoques fazem a pulsação desaparecida chegar.
Batimentos contínuos me fazem vibrar...
As derrotas esquecidas quem vai lamentar!
Percebo que o olhar antes grampeado tem uma fresta de luz incandescente que traz a alegria!
Respiro, corro, vibro com euforia.
A vida de repentes, ficou para trás...
Escrevo textos e palavras a mais...
Encontro caminhos perdidos nas passadas...
Paro, penso em caminhadas.
Vejo a cegueira com um olhar diferente.
Vivo a cada momento intensamente.
Se isso é morte então, me enterro mais!
Para que querer a vida se ela não me parecia ser?
Para que viver para não crescer!?
Mudanças de conceitos para uns... Encontro de realidade para mim...
Cego, surdo, mudo... Vivendo enfim!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Por Quem Me Inspiro



Alguns ainda vão saber
Respostas orei ao dizer
Tantas elas não são
Haveria alguma razão?
Ultimamente tenho pensado...
Realmente tenho escutado?
Caminhos parecem adversos
Ainda que meio dispersos
Naturalmente pelo fluxo perfeito
Tento rimar fim e efeito...
As suas explicações escutei
Lentamente assimilei...
Inclusive anotei!
Contigo sempre estarei...
Escrevendo que para sempre te amarei.

sábado, 15 de junho de 2013

Deitando no céu de pensamentos



Imensamente espero a noite me cansar.
Fico passando as horas de cada segundo sol ao luar.
Reflito as palavras jogadas na minha parede.
Ouço sonoros relógios do silêncio do inconsciente.
Silencio a gritos as inconstâncias da mente.
Mente vibrante, pulsante...
Estressante!
Deito meu pensar em um travesseiro de pedra, que se torna macio ao perfurar minhas dores em milhares de pedaços do amor.
Vejo reflexos de choros em cantos da janela da felicidade.
Colo lençóis enroscando as pernas tremulas no vento...
Enxergo, tento...
Aumento o calor com a baforada fria do ventilador, que de tão quente me cobre a alma e esfria o corpo.
Forro levemente o sono com o despertar da imaginação...
Busco sentido para o impensado querer...
Fujo, corro, freio o poder.
Neste imediatismo intenso baixo meus batimentos e transformo meu amargurado coração em cacos de paixão!
Jogo para o alto as cartas de um antigo passado que propaga futuros incompletos e com múltiplas escolhas.
Fico um pouco mais pensativo.
Afinal ainda busco as respostas para o que não perguntei.
Queria entender o real motivo do querer.
Busco a respiração na vida, as escolhas nos sonhos e as decisões nos momentos.
Entendo perfeitamente que não sei de nada além do que não entendo.
Acredito que momentaneamente vivemos os segundos de nossos intensos lapsos de memórias em palavras furtadas de nossa alma.
Escrevo versos, tracejo estrofes, rasuro poemas...
Este sou eu, um trovador de sonhos...
Um descobridor de luas.
Um apagar de escuridão,
Um texto, um refrão.