Tic tac, Tic tac, bate o poema.
Despertando o soneto da nova jornada.
Que ao bocejar versejos, sente o gélido conflito de idéias alcançar os pés...
Levantando as preguiçosas estrofes matinais, que ainda se encontram adormecidas e desordenadas na mente do poeta..
Espreguiça um braço...
Pega uma caneta...
E nesse compasso.
Faz uma careta...
Um pouco depois de duas frases, encontra a coragem se esquivando da vontade de deitar e seguir com a insônia inquietante de provérbios, substâncias e devaneios que assolam a sua mente oca e confusa de tantos pensamentos...
Pensamentos perdidos em caixas de texto pequenas e compactas capazes de guardar um turbilhão de rimas e ritmos que soam silenciosos e intrigantes com a introdução de um verso.
Assim ele segue ao primeiro ato, molhando seu corpo desnudo com as mais diversas palavras e expressões...
E após as deixar-las completar o seu fluxo, seca seu rascunho para poder ir trabalhar.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016
Acordando poemas
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Tentativas do dormir...
Hum, dois, três...
As horas vão terminando.
Passando rapidamente, de vez.
Concorro com o tempo...
Enquanto os olhos insistem em enxergar...
O acordar ao vento...
O retorno do pensar...
Ventilador secando os olhos....
Insônia abrindo-os....
E no tempo... Sentindo...
Vem sono...
Vai insônia...
Desliga mente!
Pensamento, sente...
Olhos turvos...
Vistas novamente apagadas...
Enfim...
Será assim...
As luzes começaram a clarear o escuro noturno...
A vontade de dormir chegará...
Procuro nos olhos, me enfurno...
Que consequência o acordar terá!?
Será que haverá alguma...
Neste ritmo, nenhuma.
Insônia, porque me aflige?
Dessa forma, o dormir não me atinge!
Apesar de consumir minha respiração.
Em momentos os lábios secam, a emoção.
Coração diminui a frequência...
Mas não me vem a inocência...
Acordado, acordado...
Cansado!
Não se esconda!
Quero acordar de um sonho teu!
Não me diga que tá com medo de aparecer.
Preciso de você!
Vem sono, vem...
Vem para mim é para mais alguém!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Cronograma de uma solitária.
Estive ao mesmo tempo comigo e com ninguém...
Vivo momentos sozinhos e com mais alguém.
Sem nem saber ao certo o errar.
Escrevo palavras aos montes do meu ditar.
Quero entender a minha realidade.
Buscar, sentimento e lealdade.
Escolho sozinho meus erros e erro comigo meus acertos!
Vivo, escolho sem dar pretextos!
Bem de longe vejo um olhar penetrante que tentar absorver a energia que sinto de viver.
Voa rasgando meu bem querer...
Um brilho meigo e suave, mentiroso....
A brutalidade que uma pena me atinge me faz voar parado imensos quilômetros de melancolia...
Caio em pé, firme, mas desolado...
É, pensando bem, estou deitado...
Em uma mesa onde os médicos já não sabem o que fazer...
Tosse, horrores, prazer!
Menos de dez segundos para operar.
Um coração palpitante sem as vibrações calorosas do seu ardor...
Paradas respiratórias ditam o pulsar das palavras
Enfermos os saudáveis buscam a solução para o clarear...
Raios de sol escurecem as vistas fechadas do pensar...
Lapsos de memórias confundem a respiração....
Respiro ofegante cada suspiro desta falta de amor!
Busco ar no vácuo deixado por suas palavras...
Em papeis, rasuro rastros de murmúrios finalmente esquecidos...
Nenhum segundo mais!
Nenhum erro mais!
Esqueça, viva o Jamais!
Eletrochoques fazem a pulsação desaparecida chegar.
Batimentos contínuos me fazem vibrar...
As derrotas esquecidas quem vai lamentar!
Percebo que o olhar antes grampeado tem uma fresta de luz incandescente que traz a alegria!
Respiro, corro, vibro com euforia.
A vida de repentes, ficou para trás...
Escrevo textos e palavras a mais...
Encontro caminhos perdidos nas passadas...
Paro, penso em caminhadas.
Vejo a cegueira com um olhar diferente.
Vivo a cada momento intensamente.
Se isso é morte então, me enterro mais!
Para que querer a vida se ela não me parecia ser?
Para que viver para não crescer!?
Mudanças de conceitos para uns... Encontro de realidade para mim...
Cego, surdo, mudo... Vivendo enfim!
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