terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Quando o amor já não cabe em dois...
São os maiores atos de minha razão.
Formam a Parede, derrubam os Papéis e criam as Rasuras...
Perfeitas...
Dentro da imperfeição poética que nem o poeta entende...
Acho que é quando o amor rasga a alma...
E na sabedoria...
A alma grita...o coração dispara e a boca soletra Janaina.
Com um reflexo de amor, inspiro minhas palavras.
Vivendo o amadurecimento do que se chama vida.
Companhia e união.
Refletindo amor e paixão.
Estrofes, versos e cumplicidade.
E assim vou...
Lisongeado, instigado...
Inspirado.
Vou despir meus poemas em seus lábios...
Palpitando fortemente meus versejos...
Em um grande coração.
Menina, mulher...única.
Quero colorir seu dia...
Com palavras, versos e amor...
Fizemos o nosso melhor ato.
A mais pura verdade.
O nosso brilho interior.
Que vai crescendo e para chegar ao mundo...
É que quando o amor não cabe mais em dois viramos três.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
A vida: Poesia mais difícil de escrever
Já são escritas muitas luas...
Mais um tanto de sóis...
Nem sei mais quantos nós...
Comecemos assim.
Vivendo, aprendendo...
Nascendo.
Aí começou.
Um brilho no olhar, um sorriso, uma fralda...
E lá se vão trocadas...
Rimas molhadas.
É um aprendizado...
Fase boa a infância.
Quanta abundância!
Escrevemos em ritmo de consonância.
Aí vem a adolescência.
Lá vem advertência.
Tanta coisa, com afluência...
Segue sua vida.
Longa, difícil e complicada de escrever.
Com o verso preso...
A rima solta...
Tão longeva e perplexa.
Percebemos que o comum não nos atrai.
Acordar, fazer o raio de sol...
Andar pelas estrelas...
Essas são nossas trelas...
O sol cai...
Na garganta...
Na rima...
E na ponta da língua vai...
Vida convexa.
Estressa.
E vai assim...
Curtir a vida.
Etapas simples as iniciais.
Vivemos, aprendemos e crescemos.
E o distraído nela tropeça...
Para, olha, apressa...
Nessa etapa, vem as escolhas...
Por que não estão em folhas?
A vida crua e nua.
Devia ter uma grua.
Bater na pedra...
Quebrar as palavras...
Aprender a retrucar..
Amigos, farra, bebidas e emprego...
Cadê o desapego?
Vem a saudade...
Bonita nas poesias...
Difícil na vida real...
Chega a fase adulta...
Por que não se manteve oculta?
Surreal.
A liberdade!
Começou a descrever...
Bater...
Aprender...
Perder...
Reerguer...
A vida é a mais difícil poesia...
Temos que ter maestria.
Paciência...
Amadurecer.
E assim continua o ciclo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Aida Grijo
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Risco na escuridão iluminada

Já são 12 versos para meia poesia...
Tudo apagado...
Um silêncio ensurdecedor.
Em um quarto escuro respiro ofegante...
Quase a desmaiar...
Levanto-me!
Busco o ar em livros...
Inalo todos seus trechos.
Como as poesias!
Alguns poemas entalam na minha garganta...
Impedindo a passagens de versos para respirar.
A televisão já não passa o tempo...
Somente filmes sem rimas....
Escuro...escuro...
Algo extremamente estressante...
Acabando....
Não, eu não.
Me curo!
Melhor ligar a luz e riscar as estrelas!
Vamos brilhar na manta...
Esquentar a vida!
Cobrindo os versos como um edredom.
Pontilhando o céu de poesias!
Iluminando-as com maestria.
E enfim, respirar todos os versejos que desejar.
Com suas virtudes...
Com seus poemas.
Esse sim é meu lema.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Controverso

Achei que não escreveria mais...
Lápis sem poesia...
Papel sem rasura...
Escrita sem pensar...
E assim ia...
Não achava palavras em minha memoria...
Sem cheiro e sem palavras...
As rimas já não me enxergavam...
Fiquei sem foco poético...
Incrível quando não encontramos a história...
Reviramos as páginas e não aparecem...
Chegam os dias e anoitecem...
Rima, clima...
Nem sei a autoestima...
Mas assim controverso...
Me estresso...
Me expresso...
Faço um verso...
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Acordando poemas
Tic tac, Tic tac, bate o poema.
Despertando o soneto da nova jornada.
Que ao bocejar versejos, sente o gélido conflito de idéias alcançar os pés...
Levantando as preguiçosas estrofes matinais, que ainda se encontram adormecidas e desordenadas na mente do poeta..
Espreguiça um braço...
Pega uma caneta...
E nesse compasso.
Faz uma careta...
Um pouco depois de duas frases, encontra a coragem se esquivando da vontade de deitar e seguir com a insônia inquietante de provérbios, substâncias e devaneios que assolam a sua mente oca e confusa de tantos pensamentos...
Pensamentos perdidos em caixas de texto pequenas e compactas capazes de guardar um turbilhão de rimas e ritmos que soam silenciosos e intrigantes com a introdução de um verso.
Assim ele segue ao primeiro ato, molhando seu corpo desnudo com as mais diversas palavras e expressões...
E após as deixar-las completar o seu fluxo, seca seu rascunho para poder ir trabalhar.


